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Notícias

A Pandemia e o Fecho de escolas

A CONFAP está atenta à evolução da situação pandémica que se vive em todo o mundo.

O agravamento do número de casos deixa-nos a todos preocupados, sobretudo devido à pressão que coloca no SNS.

Desde o início que dizemos ser necessário haver uma comunicação clara e precisa de forma a que todos os cidadãos percebam as medidas e os seus fundamentos, e para que cada um assuma a responsabilidade dos seus comportamentos e atitudes, cumprindo as regras estabelecidas. Todos têm de entender e dar o seu contributo para que esta situação possa ser controlada.

O ensino à distância é muito desigual nas aprendizagens e na avaliação, o que é mais relevante e determinante ao nível do ensino secundário. Há escolas e famílias que ainda não estão preparadas para um ensino à distância com eficácia e com qualidade.

Ir à escola é fundamental para o desenvolvimento socioeducativo das crianças e dos jovens e mais ainda para as crianças com necessidades específicas, as crianças em perigo e os alunos com maiores dificuldades cognitivas e maiores fragilidades sociofamiliares. A escola é importante para todos e muito mais para os mais frágeis.

São questões muito marcantes que não se podem deixar de considerar. Nalguns casos as consequências serão irrecuperáveis para muitas crianças e muitos jovens. Pelo que seria muito importante as escolas funcionarem em regime presencial.

As escolas demonstraram durante o 1º período serem instituições seguras, como também os lugares onde as regras mais estão presentes e são cumpridas, além de frequentemente haver informação e esclarecimentos para que as crianças e os jovens se consciencializem da necessidade de cumprirem as regras e terem o devido cuidado, dentro e fora da escola.

O número de casos agravou-se durante os períodos em que as escolas estiveram encerradas, agora nas férias de Natal como também no verão, o que confirma que não são as escolas o fator potenciador do aumento de casos.

Os especialistas dizem que com as escolas encerradas a recuperação seria mais rápida, não afirmam que as escolas abertas agravam o número de casos, reconhecendo também que as escolas têm sido lugares seguros. Percebemos que é preciso mais eficácia nos transportes e cuidados no trajeto escola-casa, ao que muitas famílias têm dado atenção para minimizar riscos.

Desconhecemos se os modelos de previsão que fundamentam a opinião de alguns especialistas incorporam a variável escola a funcionar ou escola fechada, mas perante alguma divisão das suas opiniões, são quem tem autoridade científica sobre o tema, entendemos que a decisão política possa ter de seguir a prudência do equilíbrio desta diferença de opinião.

A encerrar alguma atividade letiva, deve ser nos anos mais avançados e em regime de ensino misto, para que o impacte do isolamento não seja tão prejudicial e porque os jovens têm maior autonomia e capacidade de compreensão das suas responsabilidades.

O encerramento total, o que se espera não aconteça, terá sérios riscos ao nível da saúde mental e da pedagogia, pela importância que a escola tem na vida dos jovens e nas decisões do seu futuro próximo.

No caso de algum encerramento é primordial conhecer que medidas de apoio serão estabelecidas para as famílias, em particular aquelas que terão de continuar a sair de casa para trabalhar.

CONFAP

 

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Data: 13 - 01 - 2021
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